O real motivo de tentarem cassar Glauber Braga – Deputado Federal pelo PSOL/RJ

Glauber Braga teve aprovado na Comissão de Ética a cassação de seu mandato, mas sem nenhum motivo ético ou moral e vamos provar isso. Mas primeiro, vamos apresentar os reais motivos da perseguição que Arthur Lira está fazendo para a cassação do seu mandato

Glauber Braga é conhecido por enfrentar e denunciar o Orçamento Secreto, seja no plenário da Câmara dos Deputados, nos meios de comunicação, na Polícia Federal e no STF. Este é o motivo central da perseguição política que Arthur Lira está articulando contra Glauber.  O Orçamento Secreto é conhecido assim pois ele é secreto para o povo. Secreto porque ninguém sabe quem está indicando, para onde está indo e como está sendo aplicado o dinheiro público. Para se ter uma ideia da dimensão, só em 2025, estamos falando de mais de R$50 bilhões. O perfil combativo de Glauber é a essência de seu mandato. No impeachment de Dilma, foi um dos parlamentares que esteve na linha de frente da denúncia do golpe em curso e chamou Eduardo Cunha de gangster por estar à frente desse processo golpista. Sergio Moro será lembrado como um juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão – fala de Glauber que combateu o processo jurídico contra o Lula. Na luta contra a privatização da Petrobras, questionou se Arthur Lira – na época Presidente da Câmara – não tinha vergonha de defender a privatização de uma das principais estatais do Brasil.  A denúncia do Orçamento Secreto e o perfil combativo de Glauber Braga são os reais motivos para que Arthur Lira e seus comparsas queiram calar Glauber e cassar seu mandato.  “Arthur Lira conseguiu aplicar uma agenda neoliberal, aprovando a autonomia do Banco Central, votando privatizações na Câmara e esquartejando direitos sociais graças à dinâmica de acenar para fora, para o mercado, e para dentro, com o Orçamento Secreto” – Glauber sintetiza bem o papel de Arthur Lira. Por se contrapor a esse projeto neoliberal e ao Orçamento Secreto é que Lira quer Glauber Braga fora da Câmara dos Deputados. Greve de Fome: veja o que Glauber falou 

“Eu estou em greve de fome aqui no plenário onde o Conselho de Ética recomendou a cassação do mandato. Você que não me conhece pode dizer que estou querendo aparecer. E é isso mesmo. O que está acontecendo aqui precisa aparecer.

A tentativa de cassação do mandato tem uma relação direta com a articulação do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, pelas denúncias que o mandato vem fazendo em relação ao Orçamento Secreto. 

Arthur Lira acabou de comprar uma casa de R$10 milhões, que não casa com a sua declaração de imposto de renda.

A gente vai continuar aguentando esse manejo de bilhões de reais, daquilo que se convencionou chamar de Orçamento Secreto? Eu estou sendo perseguido e aqui na Câmara todo mundo sabe disso.

Eu poderia simplesmente ir para minha casa e aceitar essa decisão do Conselho de Ética, mas eu não aceito. Eu não aceito e sei que muita gente não aceita. Porque hoje estão calando a minha voz,  mas amanhã vai ser a voz de outra pessoa que venha se insurgir contra essa prática corrupta do Orçamento Secreto.

O Lira tem muito poder, Arthur Lira tem muita grana, mas ele não pode tudo. Ele não pode comprar o que está aqui na minha cabeça.”

  O falso motivo de Glauber estar na Comissão de Ética No dia 16 de abril de 2024, um provocador do MBL foi até a Câmara dos Deputados com a missão de provocar e insultar Glauber Braga. Além dos ataques a Glauber, o mini bandido do MBL atacou a honra da mãe de Glauber, uma pessoa com uma trajetória pública¹, que estava doente, com Alzheimer e internada em um hospital e veio a falecer poucos dias depois.  Glauber fez o que qualquer um de nós faríamos: defendeu a honra de sua mãe e colocou para fora da Câmara este mini bandido do MBL, que já perseguia o mandato de Glauber em diversas atividades, sempre com provocações e ameaças.  Esta é uma forma de atuação do MBL, formado por grupos fascistas e supremacistas brancos. São pessoas pagas para realizarem provocações, ações violentas e perseguições a parlamentares de esquerda e progressistas. Provas que não existem motivos para a cassação do mandato de Glauber Paulo Magalhães – Relator do pedido de cassação O relator do processo é o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA). Ele foi flagrado agredindo com socos e chutes um jornalista em 2001 dentro da Câmara dos Deputados. A agressão aconteceu durante o lançamento de um livro-denúncia contra seu tio, o então senador Antônio Carlos Magalhães. Esse é o motivo para que o relator fosse suspeito e, por isso, impedido de relatar esse caso.  O relatório está cheio de inconsistências e não analisa os fatos que deveriam e são objeto do processo. Isso mostra que o relator não está agindo de forma ética e imparcial, uma vez que, também passa a defender Arthur Lira, que não é o motivo da comissão de ética. O relator também distorce completamente o depoimento do deputado Alberto Fraga, indicado como testemunha de acusação e que disse que se fosse com ele, seria mais enfático para defender a honra de sua mãe e que Glauber Braga não deveria ser cassado. O relator, que pede a cassação do mandato de Glauber, recebeu milhões de Orçamento Secreto para sua base eleitoral na Bahia, ou seja, esse relatório foi comprado. Veja alguns valores recebidos no anexo I ao final do documento.  Veja abaixo casos gravíssimos, que não se comparam ao de Glauber Braga, e que realmente eram necessárias responsabilizações e como foram tratados no Conselho de Ética:  1- Chiquinho Brazão (sem partido – RJ) – Preso por ser um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco Chiquinho Brazão foi preso em março de 2024 pela Polícia Federal, a mando do STF, por ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. Cinco meses após a prisão, o Conselho de Ética recomendou a perda do mandato, mas isso não aconteceu pois o processo não foi votado no plenário. Brazão está em prisão domiciliar e segue recebendo o salário de deputado. Neste caso, o voto de Paulo Magalhães – relator do processo de Glauber – não foi pela perda do mandato. Para motivo de comparação: Chiquinho Brazão – premeditava e manda matar Marielle e Anderson – relator não vota pela condenação;  Glauber Braga – Defende a honra da mãe e coloca para fora da Câmara um provocador do MBL – o mesmo relator vota pela cassação do mandato. Sem comparação, certo?  2 – Delegado da Cunha (PP-SP) – Agrediu violentamente a ex-companheira²  O deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP-SP) – o Delegado da Cunha – foi notícia nacional, ao sair no em uma matéria no programa Fantástico por agredir violentamente sua ex-companheira. No Conselho de Ética, recebeu uma reprimenda, ou seja, um puxão de orelha que deveria ter sido lido no Plenário da Câmara dos Deputados, coisa que nunca aconteceu. O processo foi arquivado. 3- Carla Zambelli (PL-SP) – Perseguiu armada um cidadão³ A deputada bolsonarista Carla Zambelli perseguiu armada o jornalista Luan Araújo durante as eleições de 2022. No STF, já tem maioria para condená-la e esse caso nunca teve consequência no Conselho de Ética. 4- Daniel Silveira (PTB-RJ) – Preso por praticar atos antidemocráticos Em fevereiro de 2021, o deputado bolsonarista foi preso por atos antidemocráticos e por fazer apologia ao AI-5. Paralelamente, tornou-se alvo de várias denúncias no Conselho de Ética. Em julho de 2021, o colegiado aprovou, por 12 votos a oito, uma recomendação de suspensão de seis meses do mandato, o que nunca ocorreu. Foi por meio de uma decisão do STF que ele perdeu o mandato acumulado com pena de prisão de oito anos. 5- Outras provas da articulação política para perseguir Glauber Hugo Motta, Presidente da Câmara, estipulou que as sessões do Plenário deveriam iniciar sempre às 16h, o que ocorria de forma pontual. No dia 09 de abril, que estava ocorrendo o Conselho de Ética, Motta fez uma manobra de atrasar quase 3 horas a ordem do dia no Plenário da Câmara, para que o pedido de cassação pudesse ser aprovado no Conselho. Caso a ordem do dia tivesse sido iniciada, por uma questão regimental, todas as comissões ou conselho deveriam ser suspensos. Além disso, o presidente do Conselho de Ética impediu parte dos inscritos de fazerem o uso da palavra para votar a toque de caixa. Cabe destacar que durante todo o processo de pedido de cassação, o próprio partido que ingressou com o pedido, o Partido Novo, não esteve presente em nenhuma sessão do Conselho de Ética com seus parlamentares. E o próprio relator, Paulo Magalhães, não fez qualquer pergunta ao Glauber na oitiva. Além disso, não respondeu quando foi questionado sobre as inconsistências do relatório apresentado. Pedido de cassação do mandato de Glauber Braga é uma perseguição política O Conselho de Ética, em casos gravíssimos, não agiu para responsabilizar crimes comprovadamente praticados. Contra Glauber, que não cometeu nenhum crime ou desvio ético ou moral e que defendeu a honra de sua mãe, querem cassar seu mandato.  O motivo da tentativa de cassação de Glauber não é este que está no Conselho de Ética. Na verdade, é uma perseguição política orquestrada por Arthur Lira – PP. Querem calar um mandato combativo que denuncia o escândalo do Orçamento Secreto, a corrupção e que enfrenta a extrema direita e os poderosos A perseguição realizada por Lira e sua gangue não é apenas ao mandato de Glauber. Representa um ataque ao conjunto dos parlamentares de luta, que poderão ser perseguidos ao se posicionarem contrários a quem detém o poder do Orçamento Secreto, além de ser um ataque brutal às conquistas democráticas e ao voto popular.  Lutas do mandato Glauber Braga tem um mandato combativo e popular. Está a frente de diversas lutas como pela reestatização da Cedae – água e saneamento básico, pela não privatização dos presídios, pela revogação da “reforma” do ensino médio, na defesa da licença parental de 180 dias, pelo fim da escala 6×1, na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras de estatais, em defesa da soberania nacional e na luta por moradia para todos.  É fundamental que você conheça as posições que o mandato de Glauber defende e as lutas que ele vem travando.  Educação Glauber luta por uma educação pública, 100% gratuita e de qualidade. Foi presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e teve diversos projetos de lei para educação aprovados. Defesa das Estatais O mandato é contra a entrega do nosso patrimônio, riquezas e setores estratégicos às grandes corporações internacionais. As privatizações são parte do projeto liquidacionista de entrega de riquezas nacionais e tentativa de transformar tudo em mercadorias para gerar lucros aos grandes capitalistas.  Defesa dos trabalhadores Fomos contra a reforma trabalhista e contra a reforma administrativa. Nos posicionamos contra a PEC 32. Além disso, estivemos lado a lado de servidores e servidoras dos Correios, Casa da Moeda, Petrobras, Eletrobras, portuários e tantos outros que entendem a importância do bem público, lutam contra a privatização e pela manutenção de um serviço de qualidade, público e gratuito. Luta por Moradia O mandato de Glauber segue na luta por moradia para a população, por meio de políticas públicas que mudem a realidade do país. Por isso, luta pela reforma urbana com demarcação de imóveis públicos e privados, vazios ou subutilizados que não cumpram a sua função social e sejam destinados à moradia da população sem-teto, entre outros. 

[1] A mãe de Glauber, Saudade Braga, foi médica, política e ex-prefeita de Nova Friburgo/RJ.

[2] Delegado da Cunha: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/03/17/video-inedito-gravado-pela-ex-companheira-mostra-deputado-da-cunha-insultando-a-mulher-e-dizendo-que-iria-mata-la-veja.ghtml

[3] Carla Zambelli: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2022/10/29/deputada-bolsonarista-carla-zambelli-saca-e-aponta-arma-para-homem-na-rua-em-sp-ela-diz-que-foi-cercada-e-agredida.ghtml

Quem é Glauber Braga

“Glauber é um homem íntegro e honesto. Pai dedicado. Filho amoroso. Marido sensível e companheiro. Uma pessoa gentil e acolhedora.” Foi assim que Glauber foi descrito por Sâmia Bomfim, sua companheira de vida e luta e também deputada federal pelo PSOL. 

Mais do que um parlamentar, é um homem que luta pelos ideais de um povo. Está em seu quinto mandato de deputado federal, assumindo a cadeira na Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2009. Desde então, tem como prioridade fazer um trabalho que seja efetivamente participativo e que realmente lute pelos direitos da população.

Glauber defende a participação popular nas decisões políticas e no uso de dinheiro público. Seu mandato implementou as emendas participativas, em que são realizadas plenárias e as pessoas apresentam propostas e votam em que os recursos devem ser aplicados. O mandato federal de Glauber Braga é o único do Brasil a atuar 100% desta forma.

Anexo I

Alguns valores recebidos por Paulo Magalhães do Orçamento Secreto:

Ituaçu/BA

Valor do Orçamento secreto destinado por Paulo Magalhães: R$ 2 Milhões

% dos votos em Paulo Magalhães na cidade: 45,42%

Belo Campo/BA

Valor do Orçamento secreto destinado por Paulo Magalhães: R$ 2 Milhões

% dos votos em Paulo Magalhães na cidade: 43,91%

Presidente Jânio Quadros/BA

Valor do Orçamento secreto destinado por Paulo Magalhães: R$ 2,499 Milhões

% dos votos em Paulo Magalhães na cidade: 43,36%

Itaju do Colônia/BA

Valor do Orçamento secreto destinado por Paulo Magalhães: R$ 1,291 Milhão

% dos votos em Paulo Magalhães na cidade: 37,22%

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